Guru do Amor | A vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade
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A vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade

A vaidade é uma versão “photoshopada” da felicidade

vaidadeDe início é legal explicar o que seja o termo “photoshopada”. Vem do nome de um programa de computador que edita imagens, muito usado para adicionar efeitos, colorir, tirar imperfeições, etc;

Li essa frase é um texto que ficou famoso e rodou a internet em um momento delicado da história do nosso país. Era uma carta de um gringo direcionada ao Brasil.

Vi, após alguns meses, passando a barra de rolagem de uma rede social, o vídeo, de uma atriz famosa nacionalmente por sua beleza, trabalhos na TV e por opiniões sinceras (polêmicas em sua maioria), comentando sobre uma entrevista que deu a uma revista de moda. A mesma disse que fez o vídeo, pois não acredita que a jornalista iria publicar ou talvez o editor não autorizasse, tendo em vista que a mesma criticou a posição da indústria da moda em relação ao estereótipo de beleza criado e enfiado goela a baixo na sociedade.

Basicamente percebi um link entre as duas coisas, mesmo que ditas por pessoas diferentes, em momentos distantes e com intuitos não muito próximos.

As indústrias de bem de consumo, a mídia e, muitas vezes, nós mesmos criamos ou nos deixamos levar por padrões estipulados em algum momento no cosmo social. Parece brincadeira, mas deve haver uma reunião entre o pessoal que idealizou o Google, Facebook, Whatsapp, o Wifi, uma galera da NASA, a escritora de Harry Potter, o espírito do Steve Jobs, Stephen Hawking e mais 3 anões para apontar as novas tendências e criar as atuais necessidades da sociedade. Sem falar que depois de alguns poucos anos eles, provavelmente de sacanagem, dizem que aquilo está ultrapassado. Após um bom tempo algumas dessas “maravilhas” retornam como o “último grito”, nos fazendo talvez de trouxas. Dois exemplos: quando o celular foi lançado a ideia era fazê-lo o menor possível, depois de um tempo a ideia é que ele seja maior que nossas cabeças. Outro que chama a atenção são os fones de ouvido, que foram reduzidos até entrarem quase por completo em nosso canal auditivo e depois voltaram a ser imensos. É muita sacanagem!

Nesse processo a beleza passou a ter uma tendência muito importante e inclusiva, a pluralidade. Só que nossos amigos da reunião supracitada não cansam de brincar conosco, suas marionetes. Ao invés de trabalharem e desenvolverem a questão da pluralidade e aceitação, determinaram que a beleza é fundamental para a felicidade e o sucesso, a transformando em vaidade. Alguns de nós, mortais, infelizmente interpretam essa possiblidade de diversidade como meio de se transformar, as vezes se camuflar e ser aceito pelo outro.

Uma coisa séria. Isso está nos deixando adoecidos, viciados, intolerantes e superficiais. A deturpação do que é estar bem e ser feliz de verdade criou uma sociedade inconscientemente assassina de si mesma.

O conceito de felicidade se perdeu, a vaidade tomou conta do nosso entendimento do que é belo de fato, pois a beleza está no que nos tornamos, aprendemos, doamos e trocamos e não no que aparentamos ser ou estar.

A tecnologia, nossa grande aliada em determinados assuntos, vem como uma ferramenta devastadora para o processo de “photoshopagem” da nossa felicidade, pois o avanço de ferramentas diversificadas proporcionou o encurtamento do tempo, entrega de informações sem limites (que dependendo de quem recebe o resultado não é positivo), a criação de inúmeras necessidades passageiras, etc.

Nessa mistura toda está a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e até nossos queridos velhinhos. Todos, cada um em seu momento evolutivo físico, mental e estrutural, sendo bombardeados por todos os lados com essa nova tendência, a beleza vaidosa.

Beleza essa que cria opinião e traz sucesso. Somos “obrigados” a estar bem de acordo com o mau uso da pluralidade, mascarando nossas dificuldades, dúvidas, tristezas e qualquer outro sentimento que não seja aquele sorrisão, carrão, festão, pratão, copão, etc.

Só esquecemos que somos seres humanos e estar triste é um estado emocional pertinente à nossa condição que, assim como o medo, nos orienta e ajuda a termos os limites e respeito a si mesmos e aos outros.

Escolha ser feliz como melhor for para você hoje e amanhã, pois os rótulos não nos definem.

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