Guru do Amor | “Amor de Carnaval” ou de “Big Brother”
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“Amor de Carnaval” ou de “Big Brother”

“Amor de Carnaval” ou de “Big Brother”

Quem nunca ouviu a expressão “amor de carnaval”?  Hoje já até podemos falar em outra, dar uma aperfeiçoada, chamando de “amor de Big Brother”.

Usamos tal expressão para falarmos de amores rápidos, amores que vem e vão sem nem uma pessoa conhecer a família do outro. Já viveu ou conhece alguém que tenha vivido? Alguns são fulminantes, pegam e derrubam sem deixar qualquer pedacinho da pessoa. “Somos atropelados por um caminhão e ninguém anota a placa!”

Só me pergunto se isso é saudável ou não e porque acontece cada vez mais hoje em dia. Uma parte eu respondo fácil fácil, hoje a freqüência é muito grande por vários motivos. Maior facilidade de comunicação, moda, mídia, o trato como pessoas descartáveis, banalização da relação, do sexo, do amor, das pessoas. Ou seja, um momento sócio-histórico que vivemos, de uma sociedade que busca sempre o prático, rápido e pronto, mas pena que nem sempre eficaz.

Agora a questão de ser saudável ou não é outra parada, outra parte que com certeza nos deixa em dúvida. Prefiro pensar nesse lado da relação com o outro a partir do ponto que gera um pouco de temor inicial, mas que se bem explicado funciona bem. A relação entre pessoas é um jogo de interesses. É, interesse mesmo, no mais puro trato da palavra, mas não no sentido pejorativo. Nos interessamos e ficamos com alguém ou alguma coisa que nos desperte algum interesse que pode ser desejo, alegria, paz, calor, prazer ou para alguns, dor, tensão, raiva, diferente para cada pessoa. A relação só se mantém se o interesse também se manter, pois é impossível continuarmos com alguém ou alguma coisa sem nenhum interesse pertinente.

Mas atenção! Existem pessoas que conseguem “ter” sem continuar interessado, no caso de uma relação, isso a torna doentia, possivelmente com algum prazer secundário, mas que conseqüentemente não se relaciona bem.

Então posso dizer que o amor de carnaval ou de big brother é aquele onde o interesse ou a eficácia da relação tem data de validade, que começa, vive (intensamente) e morre em um curto espaço de tempo. Agora o resultado também depende de cada um, pois nem sempre estamos preparados para lidar com a “perda” ou “fim” de algo que vivemos intensamente.

Por favor, não confundam paixão com amor, vivam seus interesses responsavelmente, sempre estando preparados para uma relação eficaz ou não. E outra, não é porque acabou que foi ruim ou não valeu a pena apenas não interessa mais!

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