Guru do Amor | Futebol e tecnologia, ela pode interferir nele?
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Futebol e tecnologia, ela pode interferir nele?

Futebol e tecnologia, ela pode interferir nele?

futebol-e-tecnologiaQuinta-feira passada aconteceu o Fla-Flu e o lance que ainda está em discussão é o gol marcado pelo zagueiro Henrique, do Fluminense, que empatava o jogo aos 38 minutos do segundo tempo. O bandeira marcou impedimento de outro jogador e quando perguntado pelo árbitro sobre a posição do Henrique, ele validou o gol de empate. Só que depois disso, jogadores, comissão técnica e o inspetor de arbitragem da CBF vieram a campo, uns pressionando, outros informando e passaram que pela TV, Henrique estava impedido também. Depois de 13 minutos de muita confusão, o gol foi anulado e o jogo continuou dali. 

Mais relevante do que se Henrique estava ou não impedido – cada frame do replay mostra alguma coisa diferente – é o fato de ter acontecido uma interferência (comprovada pela matéria da Globo, link AQUI – http://goo.gl/wnWGcK). A FIFA proíbe expressamente que isso aconteça, e por conta disso que há tanta polêmica. 1) não pode acontecer; 2) não pode acontecer do nada, num lance específico. Se for fazer que faça pra todos, durante todo o campeonato. É como se a partir de agora se mudasse a regra ou os critérios de desempate. Antes que me xinguem, não estou aqui sugerindo que há privilégio pré determinado, mas houve um privilégio pontual pela circunstância e má condução pelo árbitro.

Sou favorável ao uso da tecnologia no futebol, na verdade em qualquer esporte que envolve lances tão minuciosos que muitas vezes o olho humano não consiga acompanhar. Tênis, vôlei, basquete, futebol americano… O futebol também já utiliza algumas, como o Hawk-eye (que é um sistema de câmeras que permite definir a trajetória de um objetivo) e o GoalRef (chips instalados na bola que avisam quando a bola ultrapassa a linha do gol, através do campo magnético criado através de antenas instaladas na trave).

Quantas vezes já não ficamos na dúvida se aquela bola entrou por completo? Será que ficou alguma parte da circunferência ainda sobre a linha? Repito, sou favorável ao uso da tecnologia, mas há lances e lances. Tem situação que não existe a possibilidade de você parar, rever e depois voltar e recriar o mesmo cenário que ocorreria. Imagine um atacante com um impedimento mal marcado saindo na cara do goleiro, depois veria que não estava impedido… Colocaria o atacante de novo naquela situação? Impossível. Então além da tecnologia há também a necessidade de determinar quais lances seriam passíveis de revisão, sem contar com uma reeducação dos árbitros em relação às marcações na hora do lance. É uma discussão mais complexa do que: se colocar vídeo eles vão errar menos.

O fato é: a tecnologia existe, algumas já são utilizadas e outras são muito bem-vindas. Quanto menos erro melhor, óbvio. O que não pode é acontecer o que aconteceu na semana passada, onde a tecnologia foi usada sem que isso fosse regulamentado. Interfere no jogo, interfere no campeonato, pois os outros times não tiveram/tem/terão a mesma possibilidade. Quantos erros poderiam ser evitados? O erro sempre vai existir, mesmo com tecnologia, mas ele pode ser minimizado, sempre. Respondendo a minha própria pergunta do título: ela pode e deve interferir ajudando nas decisões. Mas que todo mundo tenha direito a usar e que seja algo organizado pra minimizar as confusões que vimos e vemos tanto.

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