Guru do Amor | Que bom encontrar o amor da minha vida na minha vida.
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Que bom encontrar o amor da minha vida na minha vida.

Que bom encontrar o amor da minha vida na minha vida.

adeus-amorVivemos cada segundo da nossa vida buscando alguma coisa, acredito ser da natureza humana, pois a plenitude além de variável é apenas uma fase. Digo isso com prazer, já que não consigo imaginar uma realidade completa sem desejos ou anseios por novidades ou conquistas.

Da adolescência até a vida adulta tentamos, buscamos ou passamos por pequenas etapas. A busca pela identidade, o grupo ou tribo a pertencer, independência, saída de casa, experiência profissional, aquisições materiais, casamento, filhos e uma séria de outras coisas.

Essa introdução bem rápida foi para deixar mais clara a minha linha de raciocínio que é um tanto evolutiva e vai de encontro com nossas necessidades contemporâneas, do “tudo ao mesmo tempo agora”, viver e conseguir o máximo que puder em menos tempo e da forma mais prática. Pensando friamente nisso sinto até um frio na barriga ou um grande receio de como e onde iremos, se teremos estrutura para lidar com as consequências de tanta velocidade e facilidade no acesso a certas experiências, que há tempos atrás, eram bem mais saboreadas pela dificuldade ou pelo caminho mais longo a se percorrer.

Quando falo sobre sentimentos e o relacionamento humano essa situação muda de figura, na minha opinião, pois as consequências com certeza estarão potencializadas. Há anos atrás, para conhecer alguém interessante demorava ou nem rolava, pois, as opções eram menores em função da falta de tecnologia e o contexto sociocultural. As ligações públicas eram feitas com fichas ou cartão (imagina marcar um churrasco!!!), o celular era artigo para poucos, conhecer alguém de outra cidade só em viagem ou férias. Parem para imaginar o quão “mais complicado” era encontrar a pessoa que iria fazer o sino tocar, olhos brilharem ou o coração gelar. A gama de opções era menor, concordo, o que talvez tornava a “escolha” mais simples.

Aí que entra a grande questão. Hoje existe internet, aplicativos de relacionamento, redes sociais, o acesso a informação está mais simples e diversificado. A “oferta” é muito grande. A sociedade nos impõem o valor do descartável como algo ideal, pois com certeza surgirá, talvez no dia seguinte, o novo, o melhor, mais potente e sonhado.

Pensar essa possibilidade para o relacionamento amoroso parece que banaliza os encontros das pessoas e faz com que venhamos a perder diversas possibilidade de estar com alguém realmente especial e que possa trazer o belo elo de aprendizado, crescimento e evolução para nossas vidas.

Assumo aqui meu medo de não encontrar o amor da minha vida ou já ter deixado passar, mas registro também meus sinceros sentimentos de confiança no amor e espero encontrar o amor da minha vida ainda nessa vida.

Espero que todos possam, de alguma maneira, sentir ou passar por essa experiência, que deveria ser um mandamento divino, por punição ou recompensa.

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