Guru do Amor | Querer o que não é fácil
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Querer o que não é fácil

Querer o que não é fácil

oracao-da-vitoria-e-conquistaFico cada vez mais impressionado com nossa capacidade humana de sempre querer o mais difícil, de enjoar do que vem com certa facilidade e de sofrer com expectativas do que não aconteceu.
O despertar de um desafio ou o prazer de uma conquista são sensações muito satisfatórias, que impulsionam e alimentam nossas vidas para que possamos seguir em frente, são como uma fonte de energia para investimentos pessoais e sentimentais.

A questão que me chama atenção no momento é o fato de que os estímulos necessários para produção de tal satisfação são sempre passageiros, quando rapidamente usufruídos e, muito mais instigantes, quando aproveitados em doses homeopáticas ou até não correspondidos.

Pense em toda sua trajetória de vida. Em algum momento você quis algo, conseguiu e partiu para outra, pois a “graça” teve fim. Em outros momentos, pode ter quisto algo que não obteve o resultado esperado e aí, das duas uma, insistiu até esgotar todas as possibilidades ou transferiu o desejo para outro investimento.
Essa chama, força, energia ou qualquer outro nome que me chama a atenção. Qual seria o motivo de querermos aquilo que nos desafia?

Traduzindo isso para o relacionamento amoroso chego a ponto de pensar que “os jogos” da conquista se fazem necessários. Ao ler o que escrevi me espantei, pois sou um ferrenho defensor da sinceridade, da paixão, do amor e, principalmente, da clareza e objetividade no que se sente, quer e espera de um relacionamento. Mesmo que seja por uma noite, mas que seja claro.

Só que toda essa objetividade vai contra o desejo humano pelo desafio, pois muitas vezes o que poderia ser muito bom em um processo de construção foi antecipado pela ansiedade e comportamentos prematuros. Traduzindo para o bom português, seria o queimar etapas. Poderia dizer que é quase uma ejaculação precoce, já que dificilmente ambos os envolvidos estejam no mesmo momento e tenham a mesma linha de pensamento ou modo de sentir as coisas.

A ideia não é suprimir seus desejos ou vontades, pois acredito que temos que ser nós mesmos e demonstrarmos o que queremos e sentimos. A questão é um pouco mais madura ou até profissional. Não seja “faixa branca”!!!

Vá, mas devagar! Não se segure, se contenha! Não exagere, faça com parcimônia! Ouse, mas não transborde!

Como ouvi uma vez de um bom professor: “Step by Step”.

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