Guru do Amor | Vamos, vamos Chape! #ForçaChape
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Vamos, vamos Chape! #ForçaChape

Vamos, vamos Chape! #ForçaChape

chapecoenseEu estava dormindo. Era por volta de 6h30, minha mãe veio aqui no meu quarto, chegou do lado da minha cama, me acordou e perguntou: “Leandro, você está sabendo?”. Claro que eu não estava sabendo de nada que não fosse do meu travesseiro, e então ela me disse “o time da Chapecoense morreu, o avião caiu lá na Colômbia”. E a minha resposta foi tão surpresa e perplexa como de qualquer um – “O que? Que isso? Que loucura!”.

Claro que o fato de ter sido ontem, permite que eu tenha os detalhes e o diálogo muito vívidos, mas é um daqueles eventos que marcam demais e sempre lembraremos onde estávamos ao tomar conhecimento do fato, pela magnitude da tragédia e por ser tão inesperado. Nunca esquecerei.

É muito maluco pensar nisso tudo, e até por conta disso que estou desde ontem não sabendo direito como abordar isso por aqui. Dentro da minha insignificância, decidi contar pra vocês como foi meu dia 29/11/2016 e nas coisas que pensei e penso desde então. E por isso estou aqui.

Sendo muito sincero e até pra resumir e não transformar isso num diário: o dia foi uma merda. Passei o dia deitado na cama, com a televisão ligada vendo a cobertura, o Twitter aberto pra buscar informações, e pensando, e chorando… Sei que foi o padrão.

Não tem três meses que eu fui pro Rio e vi Fluminense x Chapecoense. Eu sempre vejo futebol. Ou seja, alguns meses atrás eu estava a poucos metros de pessoas que faleceram. Alguns dias atrás, eu via essas pessoas pela televisão. A comoção internacional fala por mim, de como isso foi muito duro, mas pra quem vive isso é ainda mais maluco. Eu não conhecia ninguém dali, mas eram pessoas conhecidas pra mim, por mais paradoxal que essa frase tenha ficado. Quantas vezes vi jogos deles? Quantas vezes vi jogos narrados, comentados e reportados por aqueles profissionais? Em um instante e todos não estão ali.

Só posso imaginar a dor dos familiares e amigos que perderam alguém, a minha é mínima perto da deles. Mas sempre vou sentir um pouquinho dessa dor quando vejo algum desses que estão por aqui, vivos, falando e relembrando daqueles que foram. Foi muito pesado pra mim ver o choro dos familiares, foi muito pesado ver o embargo na voz dos jornalistas cobrindo o acontecido e que tinham amigos lá. Ainda é muito pesado. Ao mesmo tempo que é lindo eu escrever esse texto enquanto olho pra televisão e vejo dois estádios lotados (um em Chapecó e outro em Medellín), juntos pra honrar aqueles que se foram.

A vida é muito frágil e por mais que a gente tenha a ilusão de planejamento e controle, a gente nunca sabe. O que fica pra mim é perceber que as pessoas podem se unir, perceber que ainda existe empatia na esmagadora maioria. Pena que precisemos de algo tão forte assim pra ter essa percepção.

Não tenho ligação alguma com a Chape, mas agora tenho. Esse fato nos uniu. O futebol nos uniu. Não é a toa que ele é a coisa mais pura, visceral, que o homem já criou. E não deixemos que outras coisas menores que essa nossa paixão nos desuna.

Não tenho e não sei mais o que falar.

Vamos, vamos Chape!

#ForçaChape

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